Transtorno Dismórfico Corporal
- Psiquiatra Popular

- 31 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

O transtorno dismórfico corporal costuma ter início na adolescência e parece ocorrer com um pouco mais de frequência em mulheres. Estima-se que cerca de 2% a 3% da população apresente esse transtorno.
Trata-se de uma condição psicológica caracterizada por uma preocupação intensa e difícil de controlar com a própria aparência. Pessoas com esse transtorno atribuem importância excessiva a pequenos defeitos físicos que, embora quase imperceptíveis para os outros, assumem proporções exageradas em sua percepção.
Quais são os sintomas?
O rosto e a cabeça são, com frequência, os principais focos de preocupação, mas o transtorno pode envolver qualquer parte do corpo, ou até várias ao mesmo tempo, podendo mudar de uma região para outra ao longo do tempo.
Entre as preocupações mais comuns estão supostos defeitos como queda de cabelo, acne, rugas, cicatrizes, tonalidade da pele ou excesso de pelos no rosto ou no corpo. Algumas pessoas passam a se preocupar com o formato ou o tamanho de determinadas partes do corpo, como nariz, olhos, orelhas, boca, seios, pernas ou nádegas.
Há ainda casos, principalmente em homens com constituição física normal ou até atlética, em que surge a percepção de que o corpo é fraco ou pequeno demais. Esses indivíduos tentam aumentar obsessivamente a massa muscular e o peso corporal, caracterizando um quadro conhecido como dismorfia muscular.
De modo geral, a pessoa pode descrever as partes do corpo que a incomodam utilizando termos como feias, deformadas, pouco atraentes, assustadoras ou até monstruosas.
O sofrimento diante do espelho
A maioria das pessoas com transtorno dismórfico corporal tem grande dificuldade em controlar suas preocupações, dedicando várias horas do dia a pensar nos supostos defeitos físicos.
É comum acreditarem que os outros estão observando, julgando ou zombando de sua aparência. Muitos verificam repetidamente o próprio corpo no espelho, enquanto outros evitam completamente o contato com espelhos. Há ainda quem alterne entre esses dois comportamentos.
Além disso, podem surgir atitudes compulsivas, como arrumar-se de forma excessiva, cutucar a pele na tentativa de corrigir imperfeições imaginadas e buscar constantemente confirmação de terceiros sobre a própria aparência. Trocar de roupa repetidas vezes para esconder ou disfarçar o defeito percebido também é um comportamento frequente.
Transtorno dismórfico corporal e transtornos alimentares
O transtorno dismórfico corporal apresenta relação com os transtornos alimentares, especialmente a anorexia nervosa. Nesses casos, além da distorção da imagem corporal, a pessoa também pode apresentar dificuldades significativas nos relacionamentos interpessoais.
Como é realizado o tratamento?
O tratamento do transtorno dismórfico corporal geralmente envolve sessões de psicoterapia. Em alguns casos, pode ser necessário associar o uso de medicações psiquiátricas, de acordo com a avaliação profissional.
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