Síndrome do Pânico : O Que É e Como Tratar ?
- Psiquiatra Popular

- 31 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

De acordo com dados do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IPq–HCFMUSP), cerca de 10% da população pode apresentar crises repentinas de ansiedade sem causa aparente, conhecidas como crises de pânico. Aproximadamente 3,5% dessas pessoas vivenciam ataques recorrentes, o que pode provocar mudanças no comportamento e um medo intenso e persistente.
O que é a síndrome do pânico?
No transtorno do pânico, o principal sintoma é a ocorrência repetida de ataques de pânico — episódios súbitos e inesperados de medo e ansiedade intensos. Essas crises costumam durar de alguns minutos a algumas horas e podem surgir espontaneamente ou serem desencadeadas por fatores estressores.
Os ataques de pânico frequentemente levam a prejuízos funcionais e alterações comportamentais. É comum o desenvolvimento de comportamentos evitativos ou adaptativos, motivados pelo medo de novas crises e pelas possíveis consequências desses episódios.
Sintomas físicos da síndrome do pânico
A síndrome do pânico envolve a presença de pelo menos quatro dos sintomas abaixo:
palpitações, batimentos cardíacos acelerados ou sensação de coração disparado;
sudorese excessiva;
tremores ou abalos corporais;
sensação de falta de ar ou sufocamento;
sensação de aperto ou bloqueio;
dor ou desconforto no peito;
náuseas ou desconforto abdominal;
tontura, instabilidade, sensação de cabeça leve ou desmaio;
calafrios ou ondas de calor;
parestesias, como dormência ou formigamento;
desrealização (sensação de que o ambiente não é real) ou despersonalização (sensação de estar separado de si mesmo);
medo de perder o controle ou “enlouquecer”;
medo intenso de morrer.
Como muitas pessoas têm dificuldade em identificar a origem do medo, é comum que surja a crença de estar diante de uma doença clínica grave, com risco iminente de morte. Isso frequentemente resulta em múltiplas idas ao pronto-socorro.
E a agorafobia?
Devido ao medo intenso de vivenciar uma nova crise, cerca de uma em cada três pessoas com síndrome do pânico desenvolve a chamada agorafobia. Nesses casos, o indivíduo passa a evitar locais ou situações onde já ocorreu um ataque, por receio de que ele se repita.
Assim, é comum evitarem ambientes públicos nos quais acreditam que a saída rápida seria difícil, como ônibus, locais com multidões, shoppings, shows e eventos.
Algumas pessoas acabam restringindo seus deslocamentos a rotas ou áreas consideradas seguras, podendo se tornar extremamente difícil sair desses “territórios” sem experimentar ansiedade intensa.
Tratamento
O tratamento da síndrome do pânico geralmente envolve a combinação de psicoterapia e uso de medicações, de acordo com a avaliação e a necessidade de cada paciente.
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