TDAH | Déficit de Atenção e Hiperatividade
- Psiquiatra Popular

- 31 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Falta de tempo, jornadas cansativas, exaustão física e mental, além do uso cada vez mais intenso da tecnologia tanto para o trabalho quanto para a vida social: essa tem sido a realidade de grande parte da população mundial nos dias atuais.
É muito comum ouvirmos relatos sobre dificuldades de atenção e concentração, algo que não causa surpresa, já que o cérebro é constantemente exposto a inúmeros estímulos ao mesmo tempo.
Vivenciamos o cansaço diário, mudanças de humor, horários de trabalho desorganizados, sono de má qualidade e os desafios da vida cotidiana, pelos quais todos passamos. Tudo isso interfere diretamente na nossa capacidade de manter o foco, afinal, somos humanos e não máquinas.
Diante da exigência de produzir cada vez mais em um intervalo de tempo menor, o uso inadequado de psicoestimulantes tem se tornado cada vez mais frequente.
Mas quando podemos afirmar que se trata de um déficit de atenção?
O TDAH é definido pela redução da capacidade de concentração e/ou pela presença de sintomas motores, como inquietação e impulsividade. Esses sinais precisam, obrigatoriamente, ter início antes dos 12 anos de idade, ou seja, não surgem apenas na vida adulta. Além disso, nem sempre os sintomas de desatenção e hiperatividade aparecem juntos.
Não é raro que pessoas com TDAH tenham dificuldade em manter o foco em uma única atividade e, ao perderem o interesse com facilidade, acabem iniciando vários cursos ou graduações sem conseguir concluí-los.
Problemas de organização e prejuízos financeiros tornam-se recorrentes, podendo contribuir de forma significativa para o desenvolvimento de quadros depressivos.
Em interações sociais, é comum que se percam nos assuntos durante conversas em grupo, o que gera frustração e pode levar ao afastamento social.
A impaciência e a inquietude também se manifestam na dificuldade de aguardar em filas ou salas de espera, por exemplo.
Além disso, esquecimentos frequentes são comuns, como confusão com datas e horários, perda de compromissos ou até mesmo de objetos pessoais nos locais por onde passam.
Como é realizado o diagnóstico?
Assim como ocorre em outras condições psiquiátricas, não existe um exame específico para confirmar o diagnóstico de TDAH. Ele é estabelecido a partir de critérios clínicos e da avaliação cuidadosa das queixas apresentadas pelo paciente durante a consulta.
É fundamental que, durante esse processo, outras doenças psiquiátricas sejam descartadas, já que podem apresentar sintomas semelhantes e dificultar um diagnóstico preciso.
Qual a importância de um tratamento adequado?
Quando não tratado, o TDAH pode causar prejuízos significativos na funcionalidade do indivíduo e em seus relacionamentos sociais, além de favorecer o surgimento de sintomas ansiosos e depressivos relacionados às dificuldades do dia a dia.
Com o diagnóstico correto e o tratamento apropriado, os impactos funcionais tendem a ser menores, assim como o risco de desenvolvimento de transtornos psiquiátricos secundários, como ansiedade e depressão.
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